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A boquinha voltou: salário de Bolsonaro pode aumentar em até 69%

Presidente Jair Bolsonaro participa da Cerimônia de Comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado.

Jair Bolsonaro (sem partido) editou uma regra que autoriza uma parcela de servidores a receber mais do que o teto remuneratório constitucional. Com isso, ele próprio e membros do primeiro escalão terão aumento de salário.

Os ganhos serão em até 69%, com pagamentos mensais que podem ultrapassar R$ 66 mil.

A medida que foi estabelecida enquanto o funcionalismo está com salários congelados deve beneficiar Bolsonaro, o vice-presidente, Hamilton Mourão, ministros militares e um grupo restrito de cerca de 100 mil servidores federais.

De acordo com a Constituição, a remuneração para cargos públicos, pensões e outras vantagens não pode exceder os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, hoje em R$ 39.293,32.

Já essa nova portaria estabelece um teto duplo. Com isso, o limite remuneratório indicará separadamente para cada um dos vínculos no caso de aposentados e militares inativos que retornaram à atividade no serviço público.

Sendo assim, a medida implica que o teto total para essas pessoas passa a ser de R$ 78.586,64.

Para o secretário-geral da Associação Contas Abertas, Gil Castello Branco, o governo é contraditório ao adotar uma medida que aumenta os salários de uma pequena parcela do funcionalismo ao mesmo tempo que funcionários públicos estão com os salários congelados. Para Castello Branco, essa decisão vai na contramão dos planos para a reforma administrativa e o fim dos supersalários.

“Em plena pandemia, no momento de graves dificuldades fiscais, causa surpresa a criação da possibilidade de um servidor ganhar até dois tetos. O ajuste fiscal será somente em cima do barnabé?”, disse o secretário-geral.

Castello Branco ainda afirmou que essa é mais uma medida para driblar o teto remuneratório.

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